Neoplasia de Pele Não Melanoma — MedVerse · MedVerse
Resumo HARD · Atualizado em 10 de set. de 2026
Neoplasia de Pele Não Melanoma
Carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e lesões precursoras
Arthur MedVerse
·54 min de leitura·Avançado
Neste artigo
Resumo executivo
Câncer de pele não melanoma é o grupo de neoplasias malignas mais frequente no Brasil e é representado principalmente pelo carcinoma basocelular (CBC) e pelo carcinoma espinocelular (CEC), também chamado carcinoma epidermoide ou de células escamosas. O CBC corresponde à maioria dos casos e apresenta comportamento predominantemente local; o CEC possui maior potencial de invasão profunda, comprometimento linfonodal e metástase.
Radiação ultravioleta é o principal fator de risco modificável. Exposição solar cumulativa, pele clara, idade avançada, imunossupressão, radiação ionizante e determinados carcinógenos ambientais aumentam o risco. Para CEC, cicatrizes crônicas, úlceras de longa duração e inflamação persistente também merecem atenção.
Carcinoma basocelular apresenta-se classicamente como pápula ou nódulo róseo/perolado, translúcido, com telangiectasias, borda elevada e eventual ulceração central. Cresce lentamente e metastatiza excepcionalmente, porém pode produzir destruição local importante, especialmente em face.
Carcinoma espinocelular costuma ser uma placa ou nódulo eritematoqueratósico, hiperqueratósico ou ulcerado, podendo sangrar e crescer mais rapidamente. Lesões em lábio, orelha, áreas cicatriciais, pacientes imunossuprimidos e tumores com características histológicas de alto risco exigem maior atenção para doença regional.
Ceratose actínica é lesão queratinocítica relacionada à exposição solar crônica e marcador de campo de cancerização. Apresenta-se como mácula ou placa áspera, eritematosa e descamativa em área fotoexposta e pode evoluir para CEC. Doença de Bowen corresponde ao CEC in situ.
Diagnóstico é clínico-dermatoscópico com confirmação histopatológica quando indicada. A biópsia deve fornecer material suficiente para definir tipo tumoral, padrão histológico e profundidade quando isso impactar o tratamento.
Tratamento padrão é cirúrgico sempre que possível, porque permite remoção tumoral e avaliação histopatológica das margens. Excisão convencional é adequada para grande parte dos tumores de baixo risco; cirurgia micrográfica de Mohs oferece controle completo das margens e preservação tecidual, sendo particularmente útil em tumores de alto risco, recorrentes ou localizados em áreas anatômicas críticas.
Terapias não cirúrgicas como criocirurgia, terapia fotodinâmica, curetagem/eletrodissecção e tratamentos tópicos têm papel em lesões selecionadas, principalmente superficiais ou in situ. Radioterapia pode ser curativa em pacientes selecionados ou adjuvante conforme risco. Doença localmente avançada/metastática pode exigir terapia sistêmica especializada.
Mensagem de prova: CBC = pápula perolada + telangiectasias + invasão local; CEC = lesão queratósica/ulcerada + maior risco metastático; ceratose actínica é precursora de CEC; Bowen = CEC in situ; cirurgia é o tratamento padrão e Mohs é especialmente valiosa quando há alto risco ou necessidade máxima de preservação tecidual.
Objetivos de aprendizagem
01
Reconhecer os principais tipos de câncer de pele não melanoma.
02
Diferenciar clinicamente carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular.
03
Reconhecer ceratose actínica e doença de Bowen como lesões relevantes no espectro queratinocítico.
04
Identificar fatores de risco clínicos e anatômicos para comportamento agressivo.
05
Selecionar a estratégia de biópsia conforme características da lesão.
06
Conhecer princípios da excisão cirúrgica convencional.
07
Reconhecer indicações de cirurgia micrográfica de Mohs.
08
Conhecer opções não cirúrgicas para lesões superficiais selecionadas.
09
Reconhecer quando investigar linfonodos no carcinoma espinocelular.
10
Compreender princípios do manejo de doença localmente avançada ou metastática.
11
Aplicar medidas de prevenção e diagnóstico precoce.
Visão rápida
Definição
Grupo de neoplasias cutâneas malignas dominado pelo carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular.
Como reconhecer
CBC: lesão perolada/translúcida com telangiectasias e ulceração; CEC: placa ou nódulo queratósico, infiltrado ou ulcerado que cresce e pode sangrar.
Conduta principal
Confirmar histologicamente quando indicado e tratar prioritariamente por cirurgia, escolhendo técnica conforme risco, localização, margens e preservação funcional.
Pérola de prova
CBC é muito mais propenso à destruição local que à metástase; CEC tem risco metastático significativamente maior, sobretudo em tumores de alto risco.
Introdução
O câncer de pele não melanoma é o câncer mais frequente no Brasil. Apesar da mortalidade relativamente baixa, pode causar morbidade relevante, deformidade e perda funcional quando diagnosticado tardiamente.
CBC e CEC compartilham forte relação com radiação ultravioleta, porém diferem em comportamento biológico. Reconhecer essa diferença é essencial para estratificar risco e definir tratamento.
O Instituto Nacional de Câncer recomenda diagnóstico precoce diante de lesões suspeitas, mas não recomenda rastreamento populacional indiscriminado por ausência de evidência de benefício superior aos riscos.
Conceitos fundamentais
Carcinoma basocelular
Neoplasia queratinocítica mais comum.
Predomina em áreas fotoexpostas, especialmente cabeça e pescoço.
Crescimento geralmente lento.
Invasão local pode ser extensa se negligenciado.
Metástase é extremamente rara.
Carcinoma espinocelular
Também denominado carcinoma epidermoide ou carcinoma de células escamosas.
Deriva de queratinócitos com diferenciação escamosa.
Pode surgir de novo ou em associação com dano actínico, cicatrizes e lesões precursoras.
Possui maior capacidade de invasão perineural, linfonodal e metastática que o CBC.
Campo de cancerização
Pele cronicamente exposta à radiação ultravioleta acumula múltiplas alterações pré-neoplásicas.
Ceratose actínica é manifestação clínica comum desse dano.
Um paciente com uma neoplasia queratinocítica possui risco aumentado de desenvolver outras.
Etiologia e fatores de risco
Fatores compartilhados
Exposição crônica à radiação ultravioleta.
Pele clara e tendência a queimaduras solares.
Idade avançada.
História pessoal prévia de câncer de pele.
Imunossupressão.
Radiação ionizante prévia.
Exposição ocupacional a determinados carcinógenos.
Fatores especialmente relevantes para CEC
Transplante de órgão sólido e imunossupressão prolongada.
Cicatrizes de queimadura e úlceras crônicas.
Inflamação cutânea crônica.
Infecção por determinados tipos de papilomavírus humano em contextos específicos.
Arsênio e outros carcinógenos.
Lesões precursoras, especialmente ceratose actínica.
Localização e risco
Orelha e lábio são localizações classicamente associadas a maior risco no CEC.
Face central, nariz, pálpebras e outras áreas críticas elevam a complexidade do CBC pelo risco funcional/estético e de recorrência.
Tumores recorrentes são mais difíceis de tratar que tumores primários.
Quadro clínico
CBC nodular
Pápula ou nódulo róseo, translúcido ou perolado.
Telangiectasias arborizantes podem ser vistas clinicamente ou à dermatoscopia.
Borda elevada.
Ulceração central pode produzir a apresentação clássica de úlcera roedora.
Predomina em cabeça e pescoço.
CBC superficial
Placa eritematosa fina, descamativa, de crescimento lento.
Pode simular eczema, psoríase ou dermatofitose.
Mais comum no tronco e extremidades.
Pode apresentar múltiplos focos.
CBC esclerodermiforme/infiltrativo
Placa endurecida, esbranquiçada ou semelhante a cicatriz.
Limites clínicos pouco definidos.
Possui crescimento infiltrativo e maior risco de margens subclínicas.
Frequentemente exige abordagem com melhor controle de margens.
CEC invasivo
Placa ou nódulo eritematoso e infiltrado.
Hiperqueratose ou crosta.
Ulceração e sangramento.
Crescimento progressivo, às vezes rápido.
Dor, parestesia ou déficit neurológico podem sugerir invasão perineural.
Ceratose actínica
Mácula, pápula ou placa áspera e descamativa em área fotoexposta.
Frequentemente é mais fácil sentir a rugosidade do que visualizar a lesão.
Pode ser única ou múltipla.
Hiperqueratose, induração, dor ou crescimento aumentam preocupação com transformação/invasão.
Doença de Bowen
CEC in situ.
Placa eritematosa, descamativa e bem delimitada.
Pode simular psoríase, eczema ou micose.
Não ultrapassa a membrana basal enquanto permanece in situ.
Queratoacantoma
Nódulo de crescimento rápido com cratera central preenchida por queratina.
Possui grande sobreposição clínica e histológica com CEC.
Na prática, lesões suspeitas são manejadas de modo a excluir/tratar CEC.
Diagnóstico
Avaliação clínica
Determinar duração e velocidade de crescimento.
Pesquisar sangramento, ulceração, dor, parestesia e recorrência.
Avaliar localização anatômica e tamanho.
Examinar pele ao redor quanto a dano actínico e outras lesões.
No CEC de maior risco, palpar linfonodos regionais.
Dermatoscopia
Pode aumentar a acurácia diagnóstica e auxiliar diferenciação entre lesões.
No CBC, vasos arborizantes, estruturas azul-acinzentadas e ulceração são achados clássicos conforme subtipo.
No CEC, escamas/queratina, vasos específicos e áreas brancas podem auxiliar.
Não substitui histopatologia quando há indicação de biópsia.
Biópsia
Pode ser excisional, incisional, punch ou shave adequado, conforme tamanho, localização e hipótese.
A amostra deve atingir profundidade suficiente quando houver suspeita de CEC invasivo.
Em lesão grande, selecionar área mais representativa, evitando apenas crosta/necrose.
O laudo deve informar subtipo/padrão histológico e fatores de agressividade quando presentes.
Histopatologia — CBC
Ninhos de células basaloides.
Paliçada periférica.
Fendas de retração entre agregados tumorais e estroma podem ocorrer.
Padrões infiltrativo, micronodular e esclerodermiforme possuem maior risco de recorrência que padrões bem delimitados.
Histopatologia — CEC
Proliferação de queratinócitos atípicos invadindo a derme.
Queratinização e pérolas córneas podem estar presentes em tumores diferenciados.
Grau de diferenciação, profundidade, invasão perineural e outros fatores ajudam a definir risco.
Classificações e estratificação
CBC — baixo versus alto risco
Risco depende de localização, tamanho, limites clínicos, subtipo histológico, recorrência e imunossupressão.
Tumor pequeno, primário, bem delimitado e em localização de menor risco tende a ser de baixo risco.
Tumor recorrente, mal delimitado, em área anatômica crítica ou com padrão histológico agressivo tende a ser de alto risco.
CEC — fatores de alto risco
Grande diâmetro ou espessura/profundidade elevada.
Localização em orelha ou lábio.
Má diferenciação histológica.
Invasão perineural.
Recorrência.
Imunossupressão.
Origem em cicatriz ou processo inflamatório crônico.
Invasão além do tecido subcutâneo e outros achados histológicos agressivos.
CEC in situ versus invasivo
In situ: atipia de espessura total da epiderme sem invasão da membrana basal — doença de Bowen.
Invasivo: células neoplásicas ultrapassam a membrana basal e infiltram derme/estruturas profundas.
Tratamento
Cirurgia convencional
Tratamento padrão para a maioria dos CBC e CEC ressecáveis.
Permite avaliação histopatológica da peça e das margens.
Margem clínica depende do tipo tumoral, tamanho, localização e fatores de risco.
Tumores de alto risco não devem ser tratados com margens mínimas fixas sem considerar controle histológico adequado.
Cirurgia micrográfica de Mohs
Remove o tumor em estágios com avaliação microscópica sistemática das margens.
Maximiza preservação de tecido normal.
É particularmente útil em tumores recorrentes, mal delimitados, histologicamente agressivos ou localizados em áreas críticas.
Tem papel importante em CBC de alto risco e CEC selecionado de alto risco.
Curetagem e eletrodissecção
Pode ser utilizada em tumores superficiais/pequenos e de baixo risco em locais apropriados.
Não oferece o mesmo controle histológico completo de margens da cirurgia convencional/Mohs.
Evitar em tumores de alto risco ou quando avaliação de profundidade é importante.
Criocirurgia e terapia fotodinâmica
São opções para lesões selecionadas.
Terapia fotodinâmica pode ser utilizada em ceratose actínica, CBC superficial e CEC in situ em cenários apropriados.
Crioterapia é amplamente utilizada para ceratoses actínicas isoladas e pode ter indicações selecionadas em neoplasias superficiais.
Escolha inadequada aumenta risco de persistência/recidiva.
Tratamento tópico
Imiquimode pode ser opção em CBC superficial selecionado e doença de Bowen conforme contexto.
5-fluorouracil tópico é utilizado para ceratose actínica/campo de cancerização e CEC in situ em cenários selecionados.
Terapia tópica não é adequada para CEC invasivo.
Radioterapia
Pode ser tratamento definitivo quando cirurgia não é apropriada em casos selecionados.
Pode ser utilizada como adjuvante em CEC com determinados fatores de alto risco.
Decisão depende de idade, localização, risco, função, histologia e possibilidade cirúrgica.
CBC localmente avançado/metastático
Casos não candidatos a cirurgia/radioterapia curativa requerem avaliação oncológica especializada.
Inibição da via Hedgehog com agentes como vismodegibe é estratégia sistêmica estabelecida em cenários apropriados.
Imunoterapia pode ter papel após terapia Hedgehog ou quando ela não é adequada, conforme disponibilidade e protocolo.
CEC localmente avançado/metastático
Avaliação multidisciplinar é necessária.
Cirurgia e radioterapia continuam importantes quando ressecáveis/curativas.
Inibidores de PD-1, como cemiplimabe, possuem papel estabelecido em CEC cutâneo localmente avançado ou metastático não candidato a tratamento curativo local, conforme indicação oncológica.
Conduta na urgência e emergência
Quando acelerar encaminhamento
Tumor com crescimento muito rápido.
Sangramento persistente ou ulceração extensa.
Dor intensa, parestesia, paralisia ou outros sinais de invasão neural.
Comprometimento próximo a olho, nariz, orelha ou estruturas funcionais críticas.
Linfonodo regional endurecido/aumentado em paciente com CEC.
Paciente imunossuprimido com lesão suspeita agressiva.
CEC com linfonodo suspeito
Realizar exame completo da cadeia regional.
Providenciar confirmação diagnóstica do linfonodo por método apropriado.
Completar estadiamento por imagem conforme risco e localização.
Encaminhar para equipe de cirurgia oncológica/cabeça e pescoço/oncologia conforme território anatômico.
Não tratar apenas a lesão cutânea primária ignorando possível doença regional.
Doses e prescrições
Tratamentos tópicos — princípio
Esquemas variam conforme indicação, formulação, área tratada e protocolo.
Não utilizar tratamento tópico como substituto de cirurgia em tumor invasivo de alto risco.
Confirmar diagnóstico e profundidade quando houver dúvida antes de iniciar terapia destrutiva/tópica.
Imiquimode 5%
Pode ser utilizado em CBC superficial selecionado e doença de Bowen em contextos apropriados.
Esquemas comuns utilizam aplicações repetidas por várias semanas; frequência exata depende da indicação.
Reação inflamatória local é esperada e faz parte do mecanismo terapêutico.
Prescrição deve seguir diagnóstico histológico, protocolo e acompanhamento dermatológico.
5-fluorouracil tópico
Utilizado principalmente em ceratose actínica/campo de cancerização e CEC in situ selecionado.
Esquemas variam de acordo com concentração e indicação.
Eritema, erosão e crostas durante tratamento são comuns.
Não é terapia para CEC invasivo.
Terapia sistêmica avançada
Vismodegibe e imunoterapias são tratamentos oncológicos especializados.
Dose, elegibilidade, interações e monitorização devem seguir protocolo oncológico e disponibilidade regulatória/SUS vigente.
Não são medicamentos para tratamento ambulatorial empírico de lesão cutânea sem confirmação histológica.
Algoritmos e fluxogramas
Lesão suspeita de câncer de pele não melanoma
Caracterizar localização, tamanho, crescimento, ulceração e sintomas.
Diferenciar padrão mais compatível com CBC, CEC ou lesão precursora.
Realizar dermatoscopia quando disponível.
Biopsiar quando necessária confirmação histológica antes da terapia.
Estratificar risco pelo tipo, localização, tamanho, histologia, recorrência e imunossupressão.
Baixo risco → cirurgia convencional ou opção selecionada conforme subtipo.
Alto risco → priorizar controle rigoroso de margens, frequentemente com Mohs ou cirurgia especializada.
No CEC de alto risco → avaliar linfonodos e necessidade de estadiamento.
Lesão áspera em área fotoexposta
Suspeitar de ceratose actínica.
Pesquisar induração, ulceração, dor, crescimento ou hiperqueratose importante.
Se sinais de possível invasão → biopsiar.
Se típica e sem sinais de invasão → tratar lesão individual ou campo de cancerização conforme extensão.
Manter vigilância para novas lesões.
CEC com fatores de alto risco
Confirmar histologia e fatores prognósticos.
Examinar cadeia linfonodal regional.
Definir cirurgia com controle adequado de margens.
Considerar imagem/avaliação nodal conforme risco.
Avaliar radioterapia adjuvante em situações selecionadas.
Doença irressecável/metastática → oncologia para terapia sistêmica.
O que mais cai
Câncer de pele não melanoma é o câncer mais frequente no Brasil.
CBC representa aproximadamente 80% dos cânceres de pele não melanoma.
CBC é o mais comum e geralmente o menos agressivo.
CBC clássico: pápula/nódulo perolado com telangiectasias e possível ulceração.
Metástase do CBC é extremamente rara; invasão local é o principal problema.
CEC possui maior risco metastático que CBC.
CEC pode surgir em cicatriz crônica ou área de inflamação persistente.
Ceratose actínica é lesão precursora/marker de risco para CEC.
Doença de Bowen = CEC in situ.
Queratoacantoma pode mimetizar CEC e deve ser manejado com essa possibilidade em mente.
Cirurgia é o tratamento padrão do câncer de pele não melanoma.
Mohs permite avaliação completa de margens com preservação máxima de tecido.
Terapia fotodinâmica pode ser usada em ceratose actínica, CBC superficial e CEC in situ selecionados.
Tratamento tópico não deve substituir cirurgia em CEC invasivo de alto risco.
Imunossupressão aumenta particularmente o risco e agressividade do CEC.
Linfonodomegalia regional em CEC exige investigação.
Não há recomendação de rastreamento populacional indiscriminado para câncer de pele não melanoma.
Erros comuns
Considerar todo câncer de pele não melanoma como biologicamente igual.
Achar que CBC não causa morbidade porque raramente metastatiza.
Ignorar CEC surgindo sobre cicatriz de queimadura ou úlcera crônica.
Tratar lesão infiltrada/ulcerada apenas com crioterapia sem diagnóstico adequado.
Usar imiquimode ou 5-fluorouracil em CEC invasivo de alto risco.
Não avaliar margens histológicas após cirurgia convencional.
Usar margens fixas simplistas para todo tumor sem estratificar risco.
Ignorar dor ou parestesia que podem sugerir invasão perineural.
Não palpar linfonodos em CEC de alto risco.
Confundir doença de Bowen com eczema crônico sem considerar biópsia.
Confundir CBC superficial persistente com dermatofitose ou dermatite.
Esquecer que paciente com um câncer queratinocítico possui risco aumentado de novos tumores.