ENARE / ENAMED · 2024 · Média
Uma paciente gestante de 25 semanas apresenta dor em região de flanco direito há 1 dia, associada a náuseas e vômitos. No hemograma, apresenta uma leucocitose de 11.500 (VR = 10.000). Quanto a esse caso, é correto afirmar que
- A) se deve fazer uma ultrassonografia abdominal devido à suspeita de apendicite aguda e, caso necessário, uma tomografia para melhor visualização do apêndice.
- B) há suspeita de apendicite aguda, devido à localização da dor (apêndice deslocado cefalicamente). Uma ultrassonografia de abdome pode visualizar o apêndice e ajudar a esclarecer o diagnóstico.
- C) pode se tratar apenas de uma intercorrência da gestação, como dor do ligamento redondo. Para melhor esclarecimento do caso, deve-se solicitar uma ressonância de abdome, já que a ultrassonografia não é recomendada nessa idade gestacional.
- D) há grandes chances de ser uma apendicite aguda, já que a paciente tem dor em flanco direito (apêndice deslocado cefalicamente) e tem leucocitose, sinal de que há um processo inflamatório agudo vigente.
- E) se trata de uma provável colecistite, devido à topografia da dor associada à leucocitose, que favorece processo inflamatório agudo.
PSU-MG · 2023 · Média
RGZ, sexo masculino, 50 anos, empresário, sem comorbidades, procura o hospital com queixa de dor abdominal moderada, iniciada há cerca de 40 minutos, localizada em região periumbilical. A dor está limitando as suas atividades cotidianas. Refere ainda inapetência e febre baixa não termometrada. Considerando-se os dados apresentados, é ERRADO afirmar:
- A) A dor de origem intestinal é transmitida por nervos simpáticos aferentes inominados para a medula espinhal, não tendo o nervo vago participação neste processo.
- B) A localização da dor ao exame físico irá ocorrer quando houver progressão da doença e a inflamação visceral irritar a superficie parietal do peritônio.
- C) Lesões de vísceras abdominais por corte, divulsão, esmagamento ou queimaduras produzem dor aguda, súbita e bem localizada, transmitida pelos nervos periféricos.
- D) Os estímulos do intestino médio ativam os nervos aferentes que acompanham a artéria mesentérica superior, provocando dor em região periumbilical.
ENARE / ENAMED · 2026 · Média
Paciente do sexo feminino, 27 anos, é atendida em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com história de dor abdominal, com início em epigástrio há dois dias, contínua, sem fatores de melhora, associada a náuseas e perda de apetite, evoluindo para dor em fossa ilíaca direita há 1 dia e febre de 38,2 °C no dia do atendimento. Nega comorbidades, cirurgias prévias ou uso de medicações regulares. Relata que a última menstruação foi há 23 dias, e apresenta ciclos regulares de 28 dias. Exame físico: regular estado geral, corada, desidratada +/4+, eupneica, anictérica, acianótica; ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; ruídos hidroaéreos diminuídos, descompressão brusca dolorosa em quadrante inferior de abdome à direita. Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada é
- A) Iniciar antibioticoterapia empírica até resultado de exame de urocultura.
- B) Realizar tomografia computadorizada de abdome e iniciar metotrexato.
- C) Iniciar antibioticoterapia empírica e acompanhamento ambulatorial.
- D) Realizar ultrassonografia de abdome e solicitar parecer cirúrgico.
PSU-MG · 2025 · Média
DBD, 17 anos, sexo masculino, estudante, apresentou quadro de dor periumbilical, acompanhada de inapetência e náusea, ontem. Hoje apresenta dor abdominal localizada no quadrante inferior direito do abdome, com temperatura axilar de 37,8 °C, sem defesa abdominal, com relato de dor à palpação profunda, mas sem dor à descompressão abdominal. A hiperextensão da coxa direita provoca dor lombar à direita e em fossa ilíaca direita. Exames laboratoriais mostraram 12.050 leucócitos/mm3 com 6% de bastonetes. Assinale qual das alternativas abaixo está ERRADA:
- A) A tomografia de abdome sem contraste é o melhor exame para diagnóstico diferencial neste caso.
- B) É improvável que a radiografia simples de abdome traga elementos diagnósticos decisivos.
- C) O quadro clínico sugere apendicite aguda, embora não seja a apresentação clássica.
- D) Os achados de laboratório sugerem um quadro infeccioso agudo.
ENARE / ENAMED · 2025 · Média
Um homem de 26 anos, atlético, em boas condições físicas, se apresenta ao pronto-socorro com dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, que começou há 3 dias e piorou progressivamente. Ele relata náuseas, vômitos e febre. Ao exame físico, está taquicárdico, febril (38,5 °C), com defesa muscular e dor à descompressão brusca no quadrante inferior direito. A palpação abdominal revela sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda. Uma tomografia computadorizada de abdômen revela apêndice distendido com parede espessada, líquido livre na cavidade abdominal e sinais de abscesso periapendicular. O diagnóstico mais provável e a abordagem mais adequada para esse paciente são, respectivamente:
- A) Apendicite não complicada; apendicectomia laparoscópica com recomposição hidroeletrolítica e antibioticoterapia.
- B) Apendicite perfurada com peritonite; apendicectomia aberta, drenagem do abscesso e antibioticoterapia.
- C) Apendicite retrocecal; observação e antibioticoterapia.
- D) Gastroenterite viral; hidratação oral e observação.
- E) Doença inflamatória intestinal; corticosteroides e observação.