Quando suspeitar
A combinação de menstruação previamente presente + procedimento/instrumentação uterina + hipomenorreia ou amenorreia subsequente é o cenário clássico.
Avaliação inicial da amenorreia
Gestação deve ser excluída e a investigação hormonal pode incluir hormônio folículo-estimulante, estradiol, prolactina e hormônio estimulante da tireoide conforme o algoritmo de amenorreia. Na síndrome de Asherman, esses exames podem permanecer normais, porque a alteração é predominantemente uterina.
Histeroscopia
Método de referência: é a investigação mais acurada para aderências intrauterinas.
Visualização direta: define localização, extensão, densidade e aspecto das aderências, além da qualidade do endométrio residual.
Vantagem decisiva: permite diagnóstico e tratamento no mesmo procedimento.
Histerossalpingografia
A histerossalpingografia (HSG) pode demonstrar defeitos de enchimento e áreas de obliteração. É útil como método de rastreio, mas possui resultados falso-positivos e não caracteriza adequadamente a natureza da fibrose.
Histerossonografia
A histerossonografia com infusão salina (SIS) distende a cavidade uterina e pode demonstrar bandas aderenciais e irregularidades. É alternativa razoável quando a histeroscopia não está disponível.
Ultrassonografia convencional
Pode mostrar endométrio fino, irregularidade da cavidade, hematometra ou outros achados sugestivos, mas um exame convencional normal não exclui aderências intrauterinas.
Teste do progestagênio
Ausência de sangramento após progestagênio pode ocorrer na síndrome de Asherman, mas também no hipoestrogenismo. Portanto, resultado negativo não confirma Asherman isoladamente. A avaliação do endométrio e da cavidade uterina é necessária quando a história é sugestiva.