Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Dislipidemia
Neste artigo
Resumo executivo
Dislipidemia é a alteração quantitativa ou qualitativa das lipoproteínas plasmáticas, podendo envolver elevação de LDL-c, colesterol não-HDL, triglicerídeos e lipoproteína(a), além de redução de HDL-c. Na prática clínica e em provas, o ponto central é reconhecer que o LDL-c é o principal alvo terapêutico para prevenção de doença cardiovascular aterosclerótica. A abordagem começa com perfil lipídico, identificação de causas secundárias e estratificação do risco cardiovascular global . Quanto maior o risco, menor a meta de LDL-c. Na Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025, as metas de LDL-c são progressivamente mais intensas: <115 mg/dL no baixo risco, <100 mg/dL no intermediário, <70 mg/dL no alto, <50 mg/dL no muito alto e <40 mg/dL no risco extremo. As estatinas permanecem a base do tratamento farmacológico. A intensidade deve ser escolhida de acordo com o risco e com a redução necessária do LDL-c. Quando a meta não é atingida com estatina maximamente tolerada, a estratégia habitual é associar ezetimiba e, em pacientes selecionados de maior risco, considerar terapias adicionais como inibidores de PCSK9, inclisirana ou ácido bempedoico, conforme contexto clínico e disponibilidade. Na hipertrigliceridemia, o raciocínio depende da magnitude. Em elevações leves a moderadas, o foco principal é risco cardiovascular e correção de causas secundárias. Em triglicerídeos muito elevados, sobretudo a partir de 500 mg/dL, ganha importância a prevenção de pancreatite, com intervenção dietética, redução de álcool, correção de diabetes descompensado e uso de fármacos quando indicado. O diagnóstico de hipercolesterolemia familiar deve ser lembrado diante de LDL-c muito elevado, história familiar de doença cardiovascular prematura, xantomas tendíneos ou mutação causal. Nesses pacientes, o risco ao longo da vida é alto e o tratamento deve ser precoce e intensivo. Para prova, memorize três eixos: estratifique o risco, defina a meta de LDL-c e intensifique o tratamento em etapas . Não se trata apenas de “normalizar colesterol”; trata-se de reduzir exposição cumulativa a partículas aterogênicas e, consequentemente, eventos cardiovasculares.
