Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Rubéola
Infecção materna, risco fetal, síndrome da rubéola congênita e prevenção
Neste artigo
Resumo executivo
A rubéola é uma infecção viral geralmente leve na criança e no adulto, mas de enorme importância obstétrica pelo potencial teratogênico. A infecção materna no início da gestação pode causar abortamento, óbito fetal ou síndrome da rubéola congênita (SRC).
O risco fetal depende fortemente da idade gestacional. A infecção nas primeiras 8–10 semanas pode produzir múltiplas anomalias em até cerca de 90% dos fetos infectados; o risco é maior no primeiro trimestre e cai progressivamente, tornando-se baixo após aproximadamente 18–20 semanas.
A tríade clássica da SRC reúne surdez neurossensorial, alterações oculares e cardiopatia congênita. Entre os achados oculares destacam-se catarata, glaucoma congênito e retinopatia pigmentar; entre as cardiopatias, persistência do canal arterial e estenose de artéria pulmonar são associações clássicas.