Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Gasometria: Como Interpretar
Método sistemático para interpretar pH, compensação, ânion gap e distúrbios mistos
Neste artigo
Resumo executivo
A interpretação da gasometria deve ser sistemática. O objetivo é reconhecer acidemia ou alcalemia, identificar o processo primário, verificar se a compensação é apropriada, detectar distúrbios mistos e, em seguida, integrar oxigenação, eletrólitos e contexto clínico.
Na gasometria arterial, pH e pressão parcial arterial de dióxido de carbono (PaCO₂) são medidos diretamente; o bicarbonato (HCO₃⁻) costuma ser calculado pela equação de Henderson-Hasselbalch. A PaO₂ avalia oxigenação arterial e a PaCO₂ reflete ventilação alveolar.
Valores de referência usuais no adulto são pH 7,35–7,45, PaCO₂ 35–45 mmHg e HCO₃⁻ aproximadamente 22–26 mEq/L, com pequenas variações laboratoriais. Acidemia significa pH < 7,35; alcalemia, pH > 7,45. Acidosis e alkalosis descrevem processos fisiopatológicos, que podem coexistir.
A compensação nunca deve ser presumida como um segundo distúrbio primário: primeiro calcula-se a resposta esperada. Na acidose metabólica, a fórmula de Winter — PaCO₂ esperada = 1,5 × HCO₃⁻ + 8 ± 2 — é central. Nas alterações respiratórias, a mudança esperada do HCO₃⁻ depende de o quadro ser agudo ou crônico.