Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Panorama Geral das Síndromes Hipertensivas Gestacionais
Classificação, diagnóstico, gravidade, prevenção e princípios do manejo obstétrico
Neste artigo
Resumo executivo
Síndromes hipertensivas gestacionais são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal e, no Brasil, permanecem entre as causas mais relevantes de morte materna. A classificação clínica central inclui hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia/eclâmpsia e hipertensão arterial crônica com pré-eclâmpsia sobreposta.
Hipertensão na gestação é definida por pressão arterial sistólica ≥140 mmHg e/ou diastólica ≥90 mmHg, confirmada conforme contexto clínico. Pressão ≥160/110 mmHg caracteriza hipertensão grave e exige manejo urgente quando persistente.
Hipertensão gestacional surge após 20 semanas em gestante previamente normotensa, sem critérios de pré-eclâmpsia. Pré-eclâmpsia é hipertensão após 20 semanas associada à proteinúria e/ou disfunção materna de órgão-alvo ou disfunção uteroplacentária, podendo ocorrer mesmo sem proteinúria.