Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Neuropatia Diabética e Pé Diabético
Polineuropatia distal, perda da sensibilidade protetora, estratificação do pé em risco e prevenção de úlceras
Neste artigo
Resumo executivo
Neuropatia diabética compreende um grupo heterogêneo de lesões dos nervos periféricos e autonômicos relacionadas ao diabetes, após exclusão de outras causas. A forma mais comum é a polineuropatia distal simétrica, tipicamente comprimento-dependente, bilateral e de progressão distal para proximal.
A doença pode causar dor em queimação, parestesias e alodinia, mas até metade dos casos pode ser assintomática. A perda da sensibilidade protetora é especialmente importante porque permite trauma repetitivo não percebido e participa da fisiopatologia das úlceras do pé.
Rastreamento: iniciar no diagnóstico do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e 5 anos após o diagnóstico do diabetes mellitus tipo 1 (DM1), repetindo pelo menos anualmente. O exame deve avaliar fibras finas e grossas; o monofilamento de 10 g é fundamental para identificar o pé em risco, mas não é o melhor teste isolado para neuropatia precoce.