PSU-MG · 2018 · Fácil
No que concerne à hemorragia subaracnoidea espontânea, decorrente, em geral, da ruptura de aneurisma sacular ou malformação arteriovenosa intracranianos, assinale a alternativa ERRADA:
- A) Bloqueadores dos canais de cálcio, como a nimodipina, devem ser evitados, pois o vasoespasmo que acompanha o sangramento é bem-vindo e, por conseguinte, deve ser preservado
- B) Em aproximadamente 70% dos casos, identificam-se expressivas alterações eletrocardiográficas representadas por elevação ou depressão do segmento ST, prolongamento do intervalo QT e inversão de ondas T, às vezes com o surgimento de ondas T negativas, profundas e simétricas
- C) O exame clínico costuma revelar rigidez de nuca e outros sinais de irritação meníngea mas, com frequência, não se detectam sinais neurológicos focais
- D) Os pacientes acometidos podem apresentar febre, independentemente da concomitância de infecção; ademais, o hemograma não raro revela leucocitose, ao passo que o exame de urina costuma revelar glicosúria transitória
PSU-MG · 2019 · Média
Doença cerebrovascular é importante causa de morbimotalidade em todo o mundo. O seu rápido reconhecimento e tratamento estão associados com melhora dos desfechos clínicos. Sobre o tratamento da fase aguda do Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico, assinale a aleternativa CORRETA:
- A) A trombólise está contraindicada em pacientes com déficits neurológicos avaliados com menos de 5 pontos na escala de AVE do National Institutes of Health.
- B) A trombólise está contraindicada em pacientes com mais de 80 anos devido ao maior risco de sangramento nessa faixa etária.
- C) AVE isquêmico prévio, em qualquer época da vida, é contraindicação absoluta ao uso de trombolítico.
- D) Pacientes com déficits neurológicos extensos e obstrução proximal da artéria cerebral média são elegíveis para a trombectomia mecânica.
ENARE / ENAMED · 2021 · Média
Senhor José, 70 anos, IMC 38 kg/m2, sedentário, hipertenso (controlado com medicação), sofreu um acidente vascular encefálico (AVE) há 9 meses, apresentando como sequela redução da força em dimídio esquerdo. Desde o AVE, tem caminhado com dificuldade e refere perda de equilíbrio e algumas quedas. Nega alterações na sensibilidade. Além disso, tem queixa de lombalgia há cerca de 20 anos. Nunca realizou fisioterapia. Tendo em vista esse caso, assinale a alternativa correta.
- A) O senhor José não deve ser encaminhado à fisioterapia, pois esta é destinada especialmente em casos agudos, não tendo benefício para as suas condições.
- B) O senhor José pode ser encaminhado à fisioterapia, mas apenas para controle da dor lombar, pois não há benefícios na realização de fisioterapia após 6 meses de AVE.
- C) O senhor José pode ser encaminhado à fisioterapia, podendo obter como benefícios melhora da dor, do equilíbrio, fortalecimento muscular e ganho de autonomia.
- D) O senhor José pode ser encaminhado à fisioterapia, porém isso apenas evitará a progressão do caso, não sendo possível a sua melhoria.
- E) O senhor José não deve ser encaminhado à fisioterapia, pois, antes disso, é necessário que deixe de ser sedentário e inicie a prática de caminhadas.
PSU-MG · 2026 · Fácil
Durante uma consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde, o Sr. Antônio, 68 anos, relata que recebeu orientações em uma campanha municipal sobre fatores de risco para doenças cardiovasculares e deseja saber como pode se proteger de um possível Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele apresenta histórico de hipertensão arterial há muitos anos, com uso irregular das medicações, além de dislipidemia, tabagismo ativo e estilo de vida sedentário. Após avaliação clínica, o médico elabora um plano de cuidado envolvendo mudanças de hábitos e tratamento farmacológico. Entre as medidas propostas, aquela que apresenta MAIOR IMPACTO ISOLADO na redução do risco de AVC é:
- A) Adoção de alimentação saudável, associada à prática regular de atividade física.
- B) Controle rigoroso da pressão arterial com uso regular de medicamentos.
- C) Interrupção definitiva do tabagismo.
- D) Tratamento da dislipidemia com estatinas.
ENARE / ENAMED · 2026 · Média
Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes *mellitus* e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits. O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
- A) apresentar extensão de isquemia superior a 1/3 do território da artéria cerebral média acometida.
- B) haver decorrido período de tempo superior ao limite máximo tolerável desde o início do déficit.
- C) evoluir com glicemia acima de 200 mg/dL com intervalo maior que 2 horas pós-prandial.
- D) ter níveis pressóricos superiores aos permitidos para o uso do fármaco.