Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Panorama Geral da ITU na Gestação
Rastreamento, classificação, diagnóstico e princípios de tratamento das infecções urinárias na gravidez
Neste artigo
Resumo executivo
Infecção do trato urinário (ITU) na gestação compreende bacteriúria assintomática, cistite e pielonefrite. É uma das infecções bacterianas mais frequentes do ciclo gravídico-puerperal e merece abordagem ativa porque a gestação favorece estase urinária e ascensão bacteriana, aumentando o risco de complicações maternas e perinatais.
A progesterona reduz o tônus e o peristaltismo ureteral; o útero gravídico promove compressão mecânica; há dilatação do sistema coletor, maior resíduo urinário e alterações metabólicas da urina. Esse conjunto facilita colonização e infecção.
Escherichia coli é o principal uropatógeno. Klebsiella, Enterobacter, Proteus, Enterococcus, Staphylococcus saprophyticus e Streptococcus agalactiae também podem ocorrer.
A bacteriúria assintomática é detectada por urocultura em gestante sem sintomas urinários e deve ser rastreada e tratada. A cistite produz sintomas urinários baixos sem sinais sistêmicos ou dor lombar compatível com acometimento renal. A pielonefrite associa febre e manifestações do trato urinário superior e, na gestação, exige atenção imediata pelo risco de sepse e complicações obstétricas.