Fases clínicas, sinais de alarme, classificação A–D, diagnóstico, hidratação, choque, grupos especiais e prevenção
Arthur MedVerse
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Neste artigo
Resumo executivo
A dengue é uma arbovirose causada pelo vírus dengue (DENV), transmitido principalmente pelo
Aedes aegypti
. A maioria dos casos evolui de forma autolimitada, mas uma parcela pode progredir para
extravasamento plasmático, choque, sangramento grave ou disfunção de órgãos
. O aspecto mais importante para provas e prática clínica é reconhecer que a gravidade frequentemente aparece quando a febre começa a melhorar.
A doença apresenta três fases: febril, crítica e recuperação. A fase febril costuma durar de dois a sete dias e inclui febre alta, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, náuseas e exantema. A fase crítica ocorre tipicamente ao redor da defervescência, quando o aumento transitório da permeabilidade capilar pode gerar hemoconcentração, derrames cavitários e choque.
Os sinais de alarme marcam maior risco de evolução desfavorável: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, hipotensão postural ou lipotímia, hepatomegalia, sangramento de mucosa, letargia ou irritabilidade e aumento progressivo do hematócrito. Sua presença classifica o paciente no Grupo C e exige reposição volêmica venosa e internação.
A estratificação clínica do Ministério da Saúde organiza pacientes em Grupos A, B, C e D. Grupo A não apresenta sinais de alarme, comorbidades ou condições especiais; Grupo B não apresenta sinais de alarme, mas possui sangramento de pele, condição especial, risco social ou comorbidade; Grupo C apresenta sinais de alarme; Grupo D apresenta dengue grave, definida por choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos.
O diagnóstico é predominantemente clínico-epidemiológico durante períodos de transmissão. Até o quinto dia, métodos diretos como RT-PCR, NS1 ou isolamento viral têm maior rendimento; a partir do sexto dia, a sorologia se torna mais útil. O hematócrito é especialmente valioso para interpretar extravasamento e resposta à hidratação, enquanto a plaquetopenia isolada não define gravidade nem indica transfusão profilática.
O tratamento é essencialmente de suporte, com hidratação como eixo central. Grupo A recebe hidratação oral; Grupo B permanece em observação até hemograma e reavaliação; Grupo C recebe SF 0,9% inicialmente a 10 mL/kg na primeira hora; Grupo D recebe expansão rápida com SF 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos, com reavaliação contínua. A hidratação deve ser individualizada em idosos, cardiopatas e nefropatas por risco de sobrecarga.
Medicamentos com efeito antiplaquetário ou anti-inflamatório, como AAS e AINEs, devem ser evitados no manejo habitual da dengue. O paciente precisa receber orientação clara para retornar no dia da melhora da febre ou imediatamente diante de qualquer sinal de alarme. Em prova, defervescência não significa melhora: pode representar justamente o início da fase crítica.
Objetivos de aprendizagem
01
Definir dengue e compreender sua fisiopatologia central.
02
Reconhecer as fases febril, crítica e de recuperação.
03
Identificar todos os sinais de alarme.
04
Reconhecer dengue grave e sinais precoces de choque.
05
Classificar corretamente os pacientes nos Grupos A, B, C e D.
06
Interpretar hematócrito e plaquetas no contexto clínico.
07
Escolher testes específicos conforme o dia de doença.
08
Prescrever hidratação oral adequada para adultos e crianças.
09
Conduzir reposição volêmica dos Grupos C e D.
10
Reconhecer grupos especiais e risco de sobrecarga hídrica.
11
Evitar medicamentos associados a maior risco hemorrágico.
12
Aplicar critérios de acompanhamento, retorno, internação e alta.
Visão rápida
Definição
Arbovirose viral transmitida principalmente pelo Aedes aegypti, capaz de causar desde doença febril autolimitada até choque, sangramento grave e disfunção orgânica.
Como reconhecer
Febre alta, cefaleia/dor retro-orbitária, mialgia e exantema; a piora pode ocorrer na defervescência, quando surgem sinais de alarme e extravasamento plasmático.
Conduta principal
Classificar A–D em toda avaliação; hidratar conforme grupo; monitorar hematócrito e perfusão; Grupo C interna e Grupo D exige expansão rápida e monitorização contínua.
Pérola de prova
Queda de plaquetas não define gravidade isoladamente. O achado clássico de progressão é aumento do hematócrito associado à deterioração clínica durante a defervescência.
Introdução
A dengue é uma das doenças infecciosas mais relevantes para a saúde pública brasileira e apresenta comportamento epidêmico associado à circulação viral, densidade vetorial, susceptibilidade populacional, clima e mobilidade humana.
O DENV pertence ao gênero Flavivirus e possui quatro sorotipos antigenicamente distintos. Infecção por um sorotipo gera imunidade duradoura contra ele, mas não protege de forma permanente contra os demais.
Infecções subsequentes por sorotipos diferentes podem estar associadas a maior risco de formas graves em alguns contextos imunológicos. Esse fenômeno ajuda a explicar por que uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez e por que o histórico de exposição prévia não exclui doença grave.
O principal vetor urbano é o Aedes aegypti. A pessoa virêmica pode infectar o mosquito, que posteriormente transmite o vírus para outros indivíduos. O controle da transmissão depende de medidas ambientais, controle vetorial e vacinação conforme estratégia vigente.
Do ponto de vista clínico, a dengue não deve ser entendida como uma doença definida pela plaquetopenia. O evento fisiopatológico que mais diferencia as formas graves é o aumento da permeabilidade vascular com extravasamento plasmático, capaz de produzir hemoconcentração, hipovolemia e choque.
Conceitos fundamentais
Fisiopatologia do extravasamento plasmático
Durante a fase crítica, mediadores inflamatórios e alterações endoteliais aumentam transitoriamente a permeabilidade capilar. Plasma sai do compartimento intravascular, enquanto hemácias permanecem, produzindo hemoconcentração. O resultado pode ser redução do volume circulante efetivo, derrames cavitários e choque.
Hematócrito
É marcador indireto de concentração sanguínea. Hematócrito subindo + instabilidade clínica sugere extravasamento plasmático e necessidade de reposição volêmica. Hematócrito caindo em paciente instável pode sugerir sangramento importante ou hemodiluição, devendo sempre ser interpretado junto da clínica.
Plaquetas
A plaquetopenia é frequente, mas sua intensidade não acompanha necessariamente a gravidade. Contagem baixa isoladamente não indica choque e não constitui indicação automática de transfusão de plaquetas.
Fase febril
Costuma durar de dois a sete dias. Febre, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, náuseas, vômitos, anorexia e exantema são frequentes. Leucopenia pode ocorrer precocemente.
Fase crítica
Geralmente inicia na defervescência e dura aproximadamente 24–48 horas. É o período de maior risco de extravasamento, choque e sangramento. Nem todos os pacientes entram nessa fase.
Fase de recuperação
O líquido extravasado é reabsorvido para o compartimento intravascular. Há melhora da perfusão e da diurese. Manter hidratação venosa excessiva nessa etapa pode provocar hipervolemia e edema pulmonar.
Choque compensado
A hipotensão é sinal tardio. Taquicardia, extremidades frias, pulso fino, enchimento capilar prolongado e pressão de pulso estreita podem preceder queda importante da pressão arterial.
Pressão de pulso
É a diferença entre pressão sistólica e diastólica. Pressão convergente <20 mmHg é sinal de choque na dengue.
Extravasamento versus desidratação
Ambos podem reduzir volume intravascular, mas extravasamento plasmático é parte da fisiopatologia da dengue grave e frequentemente se associa a hemoconcentração e derrames cavitários.
Hemorragia
Sangramento pode ocorrer por combinação de trombocitopenia, alterações da coagulação, lesão endotelial e choque prolongado. Hemorragia grave deve ser tratada de acordo com repercussão clínica e hemodinâmica, não pelo número de plaquetas isoladamente.
Disfunção orgânica
Dengue grave também pode ocorrer sem choque evidente, com hepatite grave, miocardite, encefalite, insuficiência renal ou outras disfunções importantes.
Etiologia e fatores de risco
Agente e transmissão
Quatro sorotipos de DENV circulam em diferentes períodos e regiões. A transmissão ocorre principalmente pela picada da fêmea infectada do Aedes aegypti.
Risco epidemiológico
Residência ou permanência em área com transmissão ativa.
Alta densidade vetorial.
Contato domiciliar ou comunitário com casos.
Sazonalidade favorável à proliferação do mosquito.
Maior risco clínico
Lactentes, gestantes, idosos e pacientes com doenças crônicas merecem vigilância mais estreita. Doença renal, cardiopatia, hipertensão de difícil controle, diabetes e outras condições podem reduzir tolerância às alterações hemodinâmicas ou complicar a hidratação.
Infecção prévia
Infecção anterior por outro sorotipo pode alterar a resposta imunológica em reinfecções. Entretanto, não é possível prever gravidade individual apenas pelo número de episódios prévios relatados.
Quadro clínico
Quadro típico
Febre alta de início agudo.
Cefaleia e dor retro-orbitária.
Mialgia e artralgia.
Prostração e anorexia.
Náuseas e vômitos.
Exantema.
Petéquias ou outros sangramentos leves em alguns pacientes.
Sinais de alarme
Dor abdominal intensa e contínua, espontânea ou à palpação.
Vômitos persistentes.
Acúmulo de líquidos: ascite, derrame pleural ou pericárdico.
Hipotensão postural e/ou lipotímia.
Hepatomegalia >2 cm abaixo do rebordo costal.
Sangramento de mucosa.
Letargia e/ou irritabilidade.
Aumento progressivo do hematócrito.
Sinais de choque
Taquicardia.
Extremidades frias.
Pulso fraco e filiforme.
Enchimento capilar >2 segundos.
Pressão de pulso <20 mmHg.
Taquipneia.
Oligúria.
Hipotensão e cianose em fases tardias.
Manifestações atípicas ou graves
Encefalite, miocardite, hepatite importante, rabdomiólise, insuficiência renal, pancreatite e outras manifestações podem ocorrer e devem ser consideradas diante de disfunção orgânica desproporcional ao quadro habitual.
Diagnóstico
Diagnóstico clínico-epidemiológico
Em contexto de circulação conhecida, muitos casos são diagnosticados clinicamente. A confirmação laboratorial é especialmente importante em casos graves, situações especiais, investigação epidemiológica e conforme orientação de vigilância.
Até o 5º dia
Métodos diretos apresentam maior utilidade: RT-PCR, antígeno NS1 ou isolamento viral, conforme disponibilidade e indicação.
A partir do 6º dia
A sorologia passa a ter maior rendimento. Deve-se considerar possíveis limitações de sensibilidade, especificidade e reatividade cruzada com outros flavivírus.
Hemograma
Leucopenia e plaquetopenia são frequentes. O hematócrito deve ser comparado com valores prévios ou acompanhado de forma seriada nos grupos de maior risco.
Grupo B
O hemograma completo é obrigatório e o paciente permanece em observação até o resultado e reavaliação. Hemoconcentração ou aparecimento de sinal de alarme implica reclassificação para Grupo C.
Grupo C
Além de hemograma, o manual recomenda albumina e transaminases; outros exames como glicemia, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria e coagulação são solicitados conforme necessidade clínica.
Imagem
Ultrassonografia pode detectar ascite e derrames cavitários com sensibilidade maior que radiografia em determinados contextos. Não é necessária rotineiramente em todo caso leve.
Prova do laço
Pode evidenciar fragilidade capilar, mas não substitui avaliação clínica e não determina gravidade isoladamente.
Diferenciais
Chikungunya.
Zika.
Oropouche.
Leptospirose.
Malária.
Febre amarela.
Febre maculosa.
Sepse bacteriana.
Influenza e outras viroses.
Classificações e estratificação
Grupo A
Dengue sem sinais de alarme, sem condições especiais, sem risco social relevante e sem comorbidades que modifiquem o manejo. Tratamento ambulatorial e hidratação oral.
Grupo B
Sem sinais de alarme, mas com sangramento espontâneo de pele ou induzido e/ou condição especial, risco social ou comorbidade. Necessita hemograma obrigatório e observação até reavaliação.
Grupo C
Presença de qualquer sinal de alarme. Deve receber reposição volêmica venosa imediata e permanecer internado até estabilização e critérios de alta, por no mínimo 48 horas.
Grupo D
Presença de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos. É emergência médica, com reposição volêmica rápida, monitorização contínua e suporte avançado.
Regra de ouro
A classificação é dinâmica. O mesmo paciente pode mudar de grupo em poucas horas; por isso, reavaliação e orientação de retorno são partes do tratamento.
Tratamento
Grupo A
Tratamento ambulatorial. Repouso, alimentação conforme aceitação, analgesia/antitérmico com dipirona e/ou paracetamol e hidratação oral. Adultos: 60 mL/kg/dia, sendo aproximadamente 1/3 com solução de reidratação oral e 2/3 com outros líquidos.
Hidratação oral pediátrica
Até 10 kg: 130 mL/kg/dia.
>10 a 20 kg: 100 mL/kg/dia.
>20 kg: 80 mL/kg/dia.
Nas primeiras 4–6 horas, considerar cerca de 1/3 do volume diário. Manter aleitamento e alimentação.
Grupo B
Hidratação oral como Grupo A enquanto aguarda hemograma. Se hematócrito normal e estabilidade clínica, pode seguir acompanhamento ambulatorial com reavaliação diária até 48 horas após defervescência. Hemoconcentração ou sinal de alarme → Grupo C.
Grupo C
Iniciar SF 0,9% 10 mL/kg na primeira hora. Reavaliar sinais vitais e perfusão após uma hora e hematócrito após duas horas. Pode-se manter 10 mL/kg/h na segunda hora, com máximo de 20 mL/kg na fase inicial de duas horas.
Grupo C após melhora
Iniciar manutenção com 25 mL/kg em 6 horas e, persistindo melhora, mais 25 mL/kg em 8 horas. A reposição deve ser ajustada à resposta clínica, hematócrito, diurese e comorbidades.
Evitar
Não utilizar rotineiramente AAS, AINEs ou corticosteroides no tratamento da dengue. Não indicar antibióticos sem suspeita de infecção bacteriana associada.
Transfusão
Não transfundir plaquetas profilaticamente apenas pela contagem baixa. Hemocomponentes são considerados diante de hemorragia relevante ou distúrbio de coagulação com indicação clínica específica.
Conduta na urgência e emergência
Grupo D: expansão inicial
Iniciar imediatamente SF 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos, inclusive durante transferência, sem aguardar exames. Reavaliar após cada expansão; pode ser repetida até três vezes conforme resposta clínica.
Monitorização
Reavaliar clínica e hemodinamicamente a cada 15–30 minutos e hematócrito aproximadamente a cada 2 horas durante instabilidade. Monitorar diurese, consciência, perfusão periférica e sinais respiratórios.
Choque + hematócrito alto
Sugere persistência do extravasamento e hipovolemia. A prioridade é expansão volêmica adequada, com reavaliação frequente.
Choque + hematócrito em queda
Levanta suspeita de hemorragia significativa ou hemodiluição. Procurar sangramento oculto e considerar reposição de concentrado de hemácias quando indicada.
Sem resposta após expansões
Reavaliar diagnóstico, sangramento, função cardíaca, sobrecarga de volume e outras causas de choque. Coloides ou suporte vasoativo podem ser considerados em cenários selecionados conforme protocolo e resposta.
Risco de hiper-hidratação
Crepitações, desconforto respiratório, edema pulmonar ou sinais de insuficiência cardíaca exigem revisão imediata da estratégia de fluidos. O risco aumenta durante a fase de reabsorção.
Transferência
Paciente com choque deve iniciar tratamento no ponto de atendimento onde estiver; a transferência não deve atrasar a expansão volêmica inicial.
Doses e prescrições
Hidratação — adulto Grupo A
60 mL/kg/dia VO; aproximadamente 1/3 com solução de reidratação oral e 2/3 com outros líquidos.
Hidratação — criança Grupo A
≤10 kg: 130 mL/kg/dia.
>10–20 kg: 100 mL/kg/dia.
>20 kg: 80 mL/kg/dia.
Grupo C
SF 0,9% 10 mL/kg na primeira hora. Reavaliar; pode manter 10 mL/kg/h na segunda hora até avaliação do hematócrito. Após melhora: 25 mL/kg em 6 h → 25 mL/kg em 8 h.
Grupo D
SF 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos. Repetir até três vezes conforme resposta e reavaliação.
Analgesia/antitérmico
Utilizar dipirona e/ou paracetamol conforme peso, idade e protocolo local. Evitar AAS, AINEs e corticosteroides no manejo rotineiro.
Diurese
No monitoramento dos grupos com expansão volêmica, a diurese é marcador de perfusão. Interpretar em conjunto com idade, peso, função renal e estado hemodinâmico.
Algoritmos e fluxogramas
O que mais cai
A fase crítica costuma começar na defervescência.
Dengue grave é definida por choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos.
Qualquer sinal de alarme coloca o paciente no Grupo C.
Grupo B exige hemograma obrigatório.
Hematócrito crescente é marcador de hemoconcentração/extravasamento.
Plaquetopenia isolada não define gravidade nem indica transfusão profilática.
Pressão de pulso <20 mmHg é sinal de choque.
Grupo C: SF 0,9% 10 mL/kg na primeira hora.
Grupo D: SF 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos.
Até D5: métodos diretos; a partir de D6: sorologia.
AAS e AINEs devem ser evitados.
Excesso de fluidos na recuperação pode causar edema pulmonar.
Erros comuns
Considerar queda da febre como sinal automático de melhora.
Classificar gravidade apenas pela contagem de plaquetas.
Dar alta sem orientar retorno na defervescência.
Não medir perfusão periférica e pressão de pulso.
Esperar hipotensão franca para diagnosticar choque.
Prescrever AINE ou AAS no manejo habitual.
Transfundir plaquetas profilaticamente apenas por trombocitopenia.
Não repetir hematócrito em paciente instável.
Manter expansão agressiva após início da fase de reabsorção.
Não ajustar hidratação em idosos, cardiopatas e nefropatas.
Para lembrar
Defervescência = atenção máxima.
A/B sem alarme; C com alarme; D grave.
Ht sobe = plasma saiu do vaso.
Plaqueta baixa ≠ choque.
C: 10 mL/kg/h inicial.
D: 20 mL/kg em 20 min.
D0–D5 direto; ≥D6 sorologia.
Evitar AAS/AINEs.
Referências
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Ministério da Saúde.
Dengue: diagnóstico e manejo clínico — adulto e criança, 6ª edição.
Ministério da Saúde, Brasil, 2024.
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Ministério da Saúde.
Guia de Vigilância em Saúde — Dengue.
Ministério da Saúde, Brasil, 2024.
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Ministério da Saúde.
Guia Prático de Arboviroses Urbanas.
Ministério da Saúde, Brasil, 2024.
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Ministério da Saúde.
Manual de prevenção, diagnóstico e tratamento da dengue na gestação e no puerpério.
Ministério da Saúde, Brasil, 2024.
5.
World Health Organization.
Dengue and severe dengue.
WHO, 2025.
6.
World Health Organization.
Dengue: Guidelines for Diagnosis, Treatment, Prevention and Control.
WHO, 2009.
7.
Simmons CP et al..
Dengue.
New England Journal of Medicine, 2012.
8.
Ministério da Saúde.
Dengue vaccines — strategy and implementation materials.
Programa Nacional de Imunizações, 2026.
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