Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Dismenorreia Primária
Fisiopatologia, diagnóstico clínico e tratamento da cólica menstrual sem doença pélvica estrutural
Neste artigo
Resumo executivo
Dismenorreia primária é a dor menstrual recorrente na ausência de doença pélvica estrutural identificável. É extremamente comum após a menarca e pode causar absenteísmo escolar ou profissional, limitação funcional e piora importante da qualidade de vida.
A fisiopatologia é dominada pelas prostaglandinas endometriais. A queda da progesterona no final da fase lútea favorece liberação de ácido araquidônico e síntese de prostaglandinas, especialmente prostaglandina F2α, produzindo hipercontratilidade uterina, vasoconstrição e redução transitória do fluxo sanguíneo miometrial.
O padrão clínico clássico é de cólica suprapúbica iniciada pouco antes ou junto ao fluxo menstrual, mais intensa nas primeiras horas e com duração geralmente de 8–72 horas. Náuseas, vômitos, diarreia, cefaleia, fadiga e tontura podem acompanhar o quadro por ação sistêmica das prostaglandinas.