PSU-MG · 2023 · Média
Homem de 33 anos queixa-se de regurgitação e queimação retroesternal, principalmente no período pós-prandial. Os sintomas iniciaram há algumas semanas e têm se intensificado nos últimos dias, ocorrendo várias vezes ao dia. Nega tabagismo e relata o consumo de bebidas alcoólicas em pequenas quantidades ocasionalmente. Os pais e os irmãos são saudáveis. O exame físico não apresenta anormalidades. O paciente recebeu orientações comportamentais e dietéticas para controle dos sintomas. Assinale a alternativa que apresenta a conduta MAIS ADEQUADA nesse caso:
- A) Prescrever empiricamente um inibidor de bomba de prótons em uso contínuo.
- B) Prescrever empiricamente um bloqueador H2, se necessário, quando ocorrerem os sintomas.
- C) Solicitar endoscopia digestiva alta e prescrever empiricamente um inibidor de bomba de prótons.
- D) Solicitar endoscopia digestiva alta e avaliar a indicação do inibidor de bomba de prótons após o resultado.
PSU-MG · 2020 · Difícil
Mulher de 62 anos queixa-se de epigastralgia em queimação há dois meses, associada a náuseas após a alimentação. Nega pirose, regurgitação, vômitos, disfagia, sangramentos, anorexia, perda ponderal ou quaisquer outras queixas. Desconhece doenças prévias ou em familiares de primeiro grau. O exame físico não revela anormalidades. Esofagogastroduodenoscopia: esôfago e duodeno normais; leve hiperemia na mucosa antral; teste da urease positivo. Assinale a conduta MAIS ADEQUADA nesse caso.
- A) Prescrever amoxicilina, claritromicina e inibidor de bomba de prótons por sete dias e solicitar teste respiratório de urease após um mês.
- B) Prescrever amoxicilina, claritromicina e inibidor de bomba de prótons por 14 dias e repetir a endoscopia após um mês.
- C) Prescrever inibidor de bomba de prótons por oito semanas e, se os sintomas persistirem, prescrever antidepressivo tricíclico.
- D) Prescrever inibidor de bomba de prótons por oito semanas e repetir a endoscopia se os sintomas persistirem.
ENARE / ENAMED · 2022 · Média
Paciente com queixa de pirose, azia e regurgitações procura orientações sobre um possível diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e tratamento. Assinale a alternativa que apresenta somente informações corretas que poderão ser fornecidas a esse paciente.
- A) O exame padrão-ouro para o diagnóstico é a endoscopia digestiva alta. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo I, chamada de hérnia de rolamento.
- B) O melhor exame para o diagnóstico é a manometria. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo II, chamada de hérnia por deslizamento.
- C) O melhor exame para o diagnóstico é a pHmetria de 24 h. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo II, conhecida como hérnia de rolamento.
- D) O melhor exame para o diagnóstico é a esofagografia. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo II, chamada de hérnia por rolamento.
- E) O exame padrão-ouro para diagnóstico é a pHmetria de 24 h. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo III, chamada de hérnia por deslizamento.
PSU-MG · 2021 · Média
Homem de 52 anos, obeso, tabagista, apresenta quadro crônico de pirose, com mais de 5 anos de duração. Já em uso de inibidor de bomba de prótons há longa data. Sem outros sintomas gastrointestinais, sem alteração de hábito evacuatório ou do aspecto das fezes. Percebe ganho de peso não mensurado, no último ano. Sem dados patológicos pregressos ou história familiar relevante. Exame físico sem alterações. Revisão laboratorial com hemograma, funções renal e hepática e perfil lipídico, normais. Marque a alternativa que contém o exame complementar MAIS indicado neste momento, e o MOTIVO de sua indicação:
- A) Endoscopia digestiva alta -> rastreio de esôfago de Barrett
- B) Endoscopia digestiva alta -> rastreio de neoplasia gástrica
- C) Manometria esofageana -> pesquisa de dismotilidade esofageana
- D) Radiografia contrastada de esôfago, estômago e duodeno -> pesquisa de esofagite