Resumo HARDAtualizado em 02 de set. de 2026
Doença de Parkinson
Diagnóstico clínico, critérios MDS, tratamento dopaminérgico e complicações motoras e não motoras
Neste artigo
Resumo executivo
A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa progressiva caracterizada clinicamente por parkinsonismo e por manifestações não motoras. O diagnóstico permanece essencialmente clínico e, segundo a International Parkinson and Movement Disorder Society (MDS), o primeiro requisito é demonstrar bradicinesia associada a tremor de repouso e/ou rigidez.
A fisiopatologia clássica envolve degeneração de neurônios dopaminérgicos da substância negra pars compacta e acúmulo de alfa-sinucleína em corpos de Lewy. Entretanto, a doença compromete múltiplos sistemas, explicando sintomas não motores como hiposmia, constipação, transtorno comportamental do sono REM, depressão, disautonomia e comprometimento cognitivo.
O fenótipo motor típico costuma iniciar de forma assimétrica, com bradicinesia, rigidez e/ou tremor de repouso. Instabilidade postural tende a surgir mais tardiamente. Quedas precoces, disautonomia grave precoce, paralisia supranuclear do olhar, sinais cerebelares ou resposta ausente à levodopa devem levantar suspeita de parkinsonismo atípico ou secundário.