PSU-MG · 2026 · Fácil
Mulher de 46 anos vai ao pronto atendimento com queixa de dor pleurítica e dispneia leve há um dia. Faz uso de etinilestradiol/drospirenona (anticoncepcional). Nega comorbidades. Ao exame físico, PA 118x74 mmHg; FC 92 bom, FR 18 ipm; SpO2 96% (ar ambiente). Angio-TC de tórax: evidencia falhas de enchimento intraluminal em ramo segmentar da artéria pulmonar. Troponina normal. Ecocardiograma: sem anormalidades. Assinale a alternativa que apresenta a conduta ERRADA na condução desse caso:
- A) Considerar alta e tratamento ambulatorial
- B) Iniciar anticoagulação terapêutica preferencialmente com anticoagulante oral direto
- C) Prescrever analgesia com dipirona ou opioide
- D) Prescrever enoxaparina e manter internação mínima de 72h
PSU-MG · 2021 · Média
Mulher de 28 anos, tabagista, em uso de anticoncepcional oral combinado, é admitida em sala de emergência em franca insuficiência respiratória. Ao exame, apresenta edema de membro inferior esquerdo até raiz de coxa, assimétrico. PA 90/60 mmHg; FR 37 irpm; FC 135 bpm; SatO2 em ar ambiente 78%. Ausculta respiratória sem alterações. Eletrocardiograma revela taquicardia sinusal e padrão S1Q3T3 com ondas T negativas em precordiais direitas. O mecanismo fisiopatológico predominante no quadro de insuficiência respiratória desta paciente é:
- A) Efeito espaço morto.
- B) Hipoventilação.
- C) Limitação de difusão.
- D) Shunt verdadeiro.
PSU-MG · 2021 · Média
Mulher de 41 anos queixa-se de dispneia ao andar menos de 2 quarteirões no plano e ao varrer a casa, há 5 meses. Teve tromboembolismo pulmonar no puerpério há 6 meses e está em uso de apixabana desde então. Desconhece outras comorbidades e nega o uso de outros medicamentos. Ao exame, PA 120/76mmHg, FR 15ipm, SpO2 93% (em ar ambiente). O exame respiratório é normal. O ictus cordis é palpado no 4º EIC na linha hemiclavicular (LHC) esquerda, possui extensão e duração normais. Palpa-se movimento na região paraesternal esquerda inferior. A segunda bulha apresenta desdobramento contínuo, mais amplo à inspiração, audível ao longo da borda paraesternal esquerda e no ápice, com hiperfonese do segundo componente. Ausculta-se sopro sistólico inicial, que abafa a primeira bulha, suave, na borda paraesternal esquerda, com acentuação inspiratória. Os achados do exame cardiovascular sugerem o diagnóstico de:
- A) Comunicação interatrial
- B) Estenose tricúspide
- C) Hipertensão pulmonar
- D) Insuficiência mitral
PSU-MG · 2020 · Média
Mulher de 34 anos comparece à UPA com a queixa de dispneia em repouso iniciada há 12h. Teve filho por parto normal há 40 dias. Desconhece doenças prévias. Ao exame físico, apresenta FC 109bpm, PA 130/86mmHg, FR 29irpm, SpO2 em ar ambiente 88%. O exame respiratório revela taquipneia e crepitações teleinspiratórias na base do tórax à direita. Solicita-se angiotomografia do tórax, que revela falhas de enchimento nos ramos arteriais pulmonares lobares e segmentares bilateralmente. O ecocardiograma revela dilatação e hipocontratilidade do ventrículo direito. Foi iniciada oxigenioterapia suplementar por cateter nasal a 3L/min. Exames de laboratório: Hb 14,5g/dL; LG 12.800/mm³; NS 10.420/mm³; Plq 280.000/mm³, troponina 10ng/L; BNP 590 pg/mL. A conduta imediata MAIS ADEQUADA nesse caso é indicar:
- A) anticoagulantes orais diretos (DOAC.)
- B) heparina de baixo peso molecular.
- C) tenecteplase.
- D) trombectomia mecânica.
ENARE / ENAMED · 2026 · Média
Mulher de 35 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) informando ter tido o diagnóstico de trombose venosa profunda há cerca de 2 anos. Fez tratamento adequado com anticoagulante oral por tempo limitado, tendo recebido alta com cura do quadro há cerca de 1 ano. Na ocasião, ela não havia realizado qualquer exame específico adicional. Entretanto, nos últimos 6 meses, seu pai e sua irmã também tiveram o diagnóstico de trombose. O médico assistente solicita exames complementares para rastreio de hipercoagulabilidade primária. Considerando a história apresentada, qual alteração laboratorial é compatível com a suspeita de doença hereditária?
- A) Presença de Fator V de Leiden.
- B) Níveis aumentados de proteína S.
- C) Níveis aumentados de antitrombina III.
- D) Níveis reduzidos de Fator de Von Willebrand.