PSU-MG · 2020 · Média
Criança, cinco anos de idade, sexo masculino, foi internada para tratamento de pneumonia comunitária e está em uso de ceftriaxone há 72 horas. Está no terceiro dia de internação e evolui com persistência da febre (39ºC) e piora da dispneia. Ao exame físico, apresenta-se hidratado, com pulsos periféricos normais, tempo de reperfusão capilar igual a dois segundos, frequência cardíaca de 144bpm, pressão arterial 100/60mmHg, FR = 45irpm, tiragens intercostais, SatO2 95% em ar ambiente, ausculta com sons respiratórios abolidos em base do hemitórax esquerdo. Restante do exame físico sem alterações. A conduta inicial MAIS ADEQUADA neste momento é:
- A) administrar oxigênio por dispositivo de alto fluxo não invasivo.
- B) ampliar cobertura antimicrobiana para microorganismo hospitalar.
- C) indicar a transferência para a unidade de terapia intensiva e fisioterapia respiratória.
- D) realizar propedêutica com ultrassonografia de tórax à beira do leito.
PSU-MG · 2021 · Difícil
Homem de 62 anos procura pronto atendimento com quadro de tosse produtiva, dor torácica ventilatório-dependente e sensação febril, de três dias de evolução. Possui diabetes *mellitus* tipo 2, insulino-requerente e nefropatia diabética com doença renal crônica estágio IIIA. Faz uso regular de enalapril 20 mg de 12/12 h, metformina 850 mg de 8/8 h, insulina NPH 16 + 0 + 12 UI e sinvastatina 40 mg ao dia. Sem histórico de intercorrências clínicas no último ano. Ao exame físico, apresenta-se alerta, orientado, em bom estado geral. PA 125x80 mmHg, FC 103 bpm, FR 22 ipm, SpO2 97% em ar ambiente, Tax 38,3 °C. Glicemia capilar 110 mg/dL. Expansibilidade reduzida em base do hemitórax direito, onde se observa macicez à percussão, som bronquial e crepitações finas teleinspiratórias. Restante do exame físico sem anormalidades relevantes. Realiza exames laboratoriais e radiografria de tórax, que revelam: Hb 13,5 g/dL, Htc 39%, leucócitos totais 16.520/mm³, neutrófilos 12.610/mm³, plaquetas 170.000/mm³, creatinina 1,38 mg/dL, ureia 20 mg/dL, potássio 4,7 mEq/L, sódio 136 mEq/L, pH 7,4 e HCO3 23 mEq/L. Considerando o quadro clínico exposto, assinale a alternativa que apresenta o conjunto de medidas MAIS ADEQUADAS a serem tomadas no atendimento sequencial deste paciente:
- A) Alta para domicílio com orientações de sinais de alerta, em uso de amoxicilina via oral, suspensão transitória da metformina e retorno em 48 horas para reavaliação.
- B) Alta para domicílio com orientações de sinais de alerta, em uso de amoxicilina-clavulanato e azitromicina via oral e retorno em 48h para reavaliação.
- C) Coleta de escarro para bacterioscopia e cultura, coleta de hemoculturas e início de ceftriaxona e claritromicina parenterais.
- D) Coleta de hemoculturas, início de amoxicilina-clavulanato + claritromicina parenterais e realização de toracocentese.
ENARE / ENAMED · 2025 · Média
A pneumonia em organização criptogênica (POC) tem sua forma idiopática de pneumonia em organização, anteriormente chamada de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP). É uma doença pulmonar intersticial difusa decorrente de lesão na parede alveolar tipicamente caracterizada por infiltrados pulmonares periféricos e difusos com áreas de preenchimento alveolar e responsividade a terapia sistêmica com glicocorticoides. A manifestação clínica é de uma pneumonia subaguda ou de difícil resolução, com tosse pouco produtiva, dispneia, febre baixa e fraqueza ou cansaço. No entanto, há diversas condições autoimunes, pneumonias de hipersensibilidade e efeitos colaterais que devem ser excluídos para que a POC seja dada como idiopática. Em uma análise mais profunda sobre a POC, o quadro descrito acima pode indicar pneumonia em organização caso se verifique(m):
- A) Paciente com tosse, febre e dispneia há 3 semanas e imagem apical fibrótica e cavitação adjacente.
- B) Aspecto tomográfico reticulonodular difuso em paciente com dispneia importante iniciada há 1 semana.
- C) Aspecto radiográfico de consolidação lobar em paciente com febre alta de início recente.
- D) Aspecto tomográfico de consolidação irregular do espaço aéreo, opacidades em vidro fosco e pequenas opacidades nodulares em paciente usuário de cocaína.
- E) Aspecto tomográfico com opacidades evanescentes, bronquiectasias e achados relacionados a impactação mucoide e obstrução brônquica em paciente com eosinofilia e broncoespasmo.
PSU-MG · 2026 · Fácil
Escolar de sete anos apresenta tosse seca persistente, febre baixa, infiltrado intersticial difuso e dissociação clínico-radiológica. Agente e terapia mais prováveis:
- A) Mycoplasma pneumoniae; azitromicina.
- B) Staphylococcus aureus; clindamicina ou SMX-TMP.
- C) Streptococcus pneumoniae; amoxicilina dobrada.
- D) VSR; oseltamivir.
ENARE / ENAMED · 2024 · Média
Um menino de dois anos tem uma pneumonia, com derrame pleural extenso, causada por estafilococo. Ele encontra-se acordado com sinais moderados de desconforto respiratório e com cateter nasal de oxigênio a 3L/min. Em decorrência do quadro, há necessidade de drenagem torácica e, ao preparar o material, o cirurgião passa orientações ao residente. Assinale a alternativa que apresenta a orientação correta repassada pelo cirurgião ao residente.
- A) Não há necessidade de anestesia local, pois a ferida não permite ação do analgésico.
- B) Quanto menor o calibre do dreno, melhor será a recuperação do paciente
- C) Em geral, a melhor conduta é apenas a punção de alívio.
- D) As imagens de ultrassom podem guiar melhor a posição do dreno e, assim, alcançar áreas com abscessos fechados.
- E) O paciente deve estar sob intubação mecânica para a drenagem.