ENARE / ENAMED · 2025 · Média
Após o início de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um paciente com síndrome consumptiva, candidíase e diarreia crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais e axilares com fistulização e constipação intestinal com cólicas abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e bilaterais em ambos os hemitóraces. As tomografias reforçaram linfadenomegalias reticulonodulares com infiltrados mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias mesentéricas com espessamento de íleo distal. O paciente piorou clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4. º dia de internação. A contagem de linfócitos CD4 no início do tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculínica anérgica) era 0 mm. Diante do exposto, a conduta mais adequada é:
- A) Suspender a TARV até finalizar a investigação para infecções intestinais relacionadas ao HIV.
- B) Proceder à biópsia de linfonodo por provável diagnóstico de linfoma.
- C) Iniciar tratamento empírico para tuberculose e micobactérias atípicas e prescrever procinéticos e laxativos.
- D) Realizar biópsia de linfonodo e coleta de escarro para análise de baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria; suspender a TARV e avaliar início de corticoide.
- E) Manter a TARV e acrescentar corticoide até o final da investigação, devido a reação imune.
ENARE / ENAMED · 2026 · Média
Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pós-exposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?
- A) Prescrever PrEP após resultado não reagente para HIV; indicar PEP após tratamento inicial e orientar rastreamento de ISTs a cada 3 meses.
- B) Oferecer teste rápido para HIV e sífilis; prescrever PrEP de início imediato; orientar sobre as vacinas disponíveis no SUS para seu grupo populacional.
- C) Realizar testagem rápida para HIV e sífilis; prescrever PEP mediante resultado não reagente para HIV e programar início da PrEP após término da PEP.
- D) Prescrever PEP e PrEP de forma concomitante; solicitar sorologias para ISTs; agendar retorno para analisar os resultados e revisar adesão ao tratamento.
ENARE / ENAMED · 2024 · Média
Um jovem de 25 anos comparece à UBS com quadro de tosse há cerca de 3 semanas, com relato de dispneia progressiva. Ele vive com HIV (PVHIV), porém abandonou o tratamento há cerca de dois anos. Ao exame clínico, não há alterações na ausculta respiratória, porém ele apresenta uma FR de 26 irpm e umaSat O2 em ar ambiente de 93%, também apresenta febre de 38,2ºC ao exame clínico. Considerando o agente etiológico mais provável nesse paciente, qual é o achado radiológico esperado na radiografia de tórax?
- A) Opacidade irregular em ápice direito.
- B) Opacidade multilobular com níveis hidroaéreos.
- C) Infiltrado intersticial peri-hilar.
- D) Opacidade peri-hilar em vidro fosco.
- E) Inversão da trama vascular.